quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ELETRICIDADE E CIRCUITO ELÉTRICO


A História da eletricidade se iniciou no século VI a.C., na Grécia Antiga, quando o filósofo Thales de Mileto, após descobrir uma resina vegetal fóssil petrificada chamada âmbar (elektron em grego), esfregou-a com pele e lã de animais e pôde então observar seu poder de atrair objetos leves como palhas, fragmentos de madeira e penas (eletrização por atrito).

CIRCUITO ELÉTRICO
O circuito elétrico está relacionado com todos os componentes de natureza elétrica. Os circuitos são essenciais para o funcionamento correto de um aparelho eletrônico ou elétrico, como por exemplo os carros, a televisão, o computador e etc.
O seu funcionamento consiste em um gerador de energia, um condutor de energia que conecte o gerador, o interruptor e o elemento capaz de se alimentar com essa energia.


CIRCUITO ELÉTRICO FECHADO

O circuito elétrico fechado ou simplesmente "circuito fechado" consiste na transmissão da energia elétrica através do fio condutor, de uma ponta a outra. Exemplo: quando uma luz é ligada, a energia é transmitida através do fio condutor ininterruptamente.
Na figura a seguir, a corrente elétrica percorre do sentido pólo + para o pólo -, pelos fios de ligação, sem impedimento nenhum, pois a chave está fechada (ela une os fios de ligação). O resultado é que a lâmpada recebe a corrente elétrica e acende. Veja figura:




CIRCUITO ELÉTRICO ABERTO

O circuito elétrico aberto ou simplesmente "circuito aberto" consiste no bloqueio ou "vazamento" da energia transmitida através de um fio condutor. Exemplo: quando uma luz é desligada, o interruptor faz com que a energia deixe de fluir pelo condutor elétrica.O circuito elétrico aberto se caracteriza por uma interrupção nos fios de ligação do circuito que constitui o caminho a ser percorrido pela corrente elétrica. Observe a figura:



domingo, 8 de novembro de 2015

Pluripotencialidade de células tronco




    As células-tronco embrionárias são pluripotentes, se desenvolvem a partir da célula-ovo (zigoto) nas primeiras fases de divisão celular, mas antes da diferenciação e surgimento de tecidos. Assim, enquanto indiferenciadas, elas têm o potencial de se transformar em todos os tipos de célula do corpo, por isso surgiram inúmeras pesquisas com o fim de utilizá-las em tratamentos de áreas do corpo que foram lesadas. O transplante delas era considerado complicado pelo risco de problemas como rejeição pelo sistema imunológico e desenvolvimento de tumores, por isso tem se estudado muitas técnicas e mecanismos que permitem esses tratamentos com o mínimo de efeitos indesejáveis, tanto na medicina humana como na veterinária. Também há células tronco , mas adultas (não embrionárias), em tecidos como a medula óssea, placenta e fígado, ou seja, presentes em tecidos já definidos, portanto com o potencial menor do que das células tronco de origem embrionária. 





segunda-feira, 5 de outubro de 2015

É VIROSE!

Você se sentiu mal, teve febre, espirro, tosse, aumento dos linfonodos, diarreia e/ou outros sintomas bastante genéricos para muitas doenças. Procurou atendimento em um serviço de saúde, e saiu decepcionado com o diagnóstico de "virose". Bom, vamos lá! 
É muito difícil em uma população extremamente grande e onde circulam uma boa variedade de vírus, saber qual deles exatamente que acometeu um paciente. O termo "virose" significa doença causada por vírus, assim, temos como viroses, as gripes, as herpes, a rubéola, a caxumba, o sarampo, a catapora, a dengue, a aids, as hepatites e muitas outras doenças. Nesse exemplo, citei viroses bem características e mais fáceis (ou não) de se diagnosticar, porém, existe uma variedade de outras viroses com sintomas muito parecidos e que o tratamento geralmente é sintomático, ou seja, dos sintomas. Obviamente que o médico não fará explicações profundas, por tempo e outras limitações que impedem a compreensão do paciente, e  por isso construí este texto para ajudar na compreensão e como resposta às críticas circulantes sobre  o assunto.
Algumas das viroses que se enquadram nesse problema podem ser causadas por vírus como: Rinovírus, Vírus Sincicial Respiratório, Conoravírus, Coxsackievírus, Adenovírus,  Citomegalovírus, Epstein-Barr, Calicivírus, Rotavírus, Parainfluenza e muitos outros... Muitas dessas viroses não requerem tratamento com antiviral, ou não existe um antiviral específico. Muitas vezes os tratamentos incluem reidratação, repouso, controle da temperatura, de dores e de outros desconfortos; tudo depende da avaliação geral que o profissional fará, lembrando que não há vacina para todas elas, mas as vacinas disponíveis devem ser aplicadas no momento certo da vida, ou seja, na época indicada no calendário vacinal, pois é uma medida de prevenção.
É fundamental lembrar que medicamentos do tipo "antibiótico" não tratam doenças virais, apenas doenças bacterianas (causadas por bactérias).
A gripe é causada por estirpes de vírus que possuem grande labilidade para mutações, por isso é outro que causa confusões. Você pode ter tomado a vacina, mas ter ficado gripado. As explicações possíveis são: como o vírus muta com grande facilidade, você pode ter se infectado por uma cepa diferente daquela usada para elaborar a vacina, ou até por um dos vírus já citados neste texto que provocam sintomas parecidos.





Infelizmente o ensino básico não consegue formar os alunos com o conhecimento necessário para os desafios e problemas básicos da vida adulta, principalmente nas escolas públicas, onde  os alunos se formam ignorando conceitos básicos de biologia e de outras disciplinas. A chave para a vida é a informação, o estudo e o respeito. Portanto, não deixe sua escola afundar, colabore com a ordem e colha os resultados do conhecimento. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Papilomavírus Humano - HPV


 Introdução:    

    Existem mais de 100 tipos diferentes de papiloma vírus, o HPV. O Papilomavírus Humano é um vírus de dupla fita circular de DNA (7900 kb) de forma icosaédrica, não envelopado, com 72 capsômeros e pertencente à família Papilomaviridae. Esse grupo viral causa verrugas em praticamente qualquer parte do corpo, como verrugas palmares e plantares (olho-de-peixe), e em outros locais do corpo, porém, as infecções genitais podem ter um perigo a mais para a saúde. As infecções nos órgãos genitais são sexualmente transmissíveis, afetam tanto homens quanto mulheres e podem causar câncer. O colo uterino merece muita atenção, assim como outras partes da vulva, períneo, ânus e reto. No homem as lesões podem aparecer no pênis, glande, períneo, ânus e reto. Casos na mucosa oral tem se tornado frequentes em ambos os sexos, e também devem ser tratados.

     No caso dos homens, no autoexame do pênis, deve-se ter cuidado para não confundir lesões com as glândulas de Tyson, naturais no pênis, e que ficam entre a glande e o prepúcio, e até no "freio" do pênis, e se parecem espinhas esbranquiçadas. Essas glândulas que fazem muitos garotos ficarem confusos, tem função de secretar o esmegma, aquela secreção clara que se acumula na região. Ou seja, elas são naturais e nada tem a ver com lesões por HPV.





     O papiloma vírus é classificado conforme a espécie de hospedeiro natural e subclassificado em tipos de acordo com as seqüências de nucleotídeos do DNA. Os vírus formam lesões irregulares, e somente um especialista pode classificá-las e diferenciá-las.




    São conhecidos mais de 90 tipos de HPV com base na homologia do seu DNA, sendo que aproximadamente 30 possuem tropismo pelo trato anogenital e, esses são divididos em alto e baixo risco para o desenvolvimento do câncer, conforme o seu potencial oncogênico.
      Qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de atividade sexual envolvendo contato genital está sujeito a adquirir o HPV genital, e as áreas afetadas podem estar fora do alcance do preservativo. Como muitas pessoas portadoras do HPV não apresentam nenhum sinal ou sintoma, elas podem transmitir o vírus mesmo sem saber. Se surgir lesão, deve-se logo procurar atendimento médico.


Organização genômica :

      A organização genômica de todos os HPVs é semelhante. O genoma viral pode ser dividido em três regiões: a região “early” (precoce) contendo os genes E1, E2, E4, E5, E6 e E7 que são necessários à replicação viral e com propriedades de transformação oncogênica; região “late” (tardia) contendo os genes L1 e L2 que possuem códigos para a formação de proteínas do capsídeo viral; a região regulatória (LCR) que contém a origem da replicação e o controle dos elementos para transcrição e replicação.
      O DNA viral dentro da célula do hospedeiro pode assumir duas formas: a epissomal e a integrada.
Na epissomal, o DNA viral permanece circular no núcleo da célula do hospedeiro, não estando integrado ao DNA da mesma. Essa forma é encontrada nas verrugas genitais e lesões de menor gravidade. Para a integração do genoma circular ao DNA da célula hospedeira, esse deve ser linearizado, pela quebra do DNA viral entre a região E1 e L1, resultando na ruptura ou perda do gene E2, sendo encontrado nas lesões de maior gravidade, como o carcinoma “in situ” e invasivo.
    Quando ocorre a integração do HPV de alto risco no genoma celular, esse passa a codificar as oncoproteínas E6 e E7 que promovem o processo maligno. A célula hospedeira possui os genes supressores de tumores RB e TP53. O gene RB é o principal regulador do ciclo celular e o gene TP53 é chamado de “guardião do genoma”, pois tem a finalidade de supervisionar se todos os genes estão íntegros. A oncoproteína E6 liga-se e inativa a p53, proteína supressora tumoral da célula hospedeira. Com a inativação da p53, essa deixa de desempenhar suas funções como o reparo do defeito genético ou o envio da célula defeituosa para a morte celular programada ou apoptose, mantendo-a viva e replicando-se de forma anormal. A oncoproteína E7 liga-se e inativa a proteína supressora tumoral pRB, estimulando a síntese de DNA na célula do hospedeiro e ativando células quiescentes para o ciclo celular. Os HPVs dos tipos 6 e 11 induzem a condilomas que afetam a pele anogenital e a parte inferior da vagina, sendo detectado nas lesões intra-epiteliais escamosa de baixo grau (LSIL) e são considerados de baixo risco porque estão envolvidos em lesões benignas. Os HPVs dos tipos 16, 18, 30, 31, 33, 34, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68 e 70 são fortemente associados com câncer intra-epitelial cervical, sendo considerados de alto risco e prevalecem em cânceres anogenitais.


Lesão peniana

Epidemiologia :

    Mais de 30 desses vírus são transmitidos sexualmente e podem infectar a área genital de homens e mulheres incluindo a pele do pênis, vulva (área de exterior da vagina) ou ânus, e o revestimento da vagina, cérvix ou reto. A maioria dos tipos de HPV não causa nenhum tipo de sintomas e desaparecem sem tratamento. Alguns desses vírus são do tipo de "alto-risco" e podem ocasionar câncer no cérvix, vulva, vagina, ânus ou pênis. Outros são chamados de "baixo risco" e podem causar verrugas nos genitais, mãos e pés. Em raros casos a mulher grávida pode passar HPV ao bebê durante o parto normal.
     Cerca de 30 tipos de HPV são conhecidos como HPV genitais porque eles afetam a área genital. Alguns tipos provocam mudanças nas células do revestimento do colo do útero. Caso não sejam tratadas, estas células anormais podem se tornar células cancerosas. Outros tipos de HPV podem causar verrugas genitais e mudanças benignas (anormais, mas não cancerosas) no colo do útero. Muitos tipos de HPV provocam resultados anormais no exame de Papanicolau. O HPV é provavelmente mais comum do que qualquer pessoa pode pensar. Em 2001, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que cerca de 630 milhões de pessoas (9%–13%) estavam infectadas com o HPV no mundo.



     O HPV é altamente contagioso; assim, é possível adquiri-lo com uma única exposição. Estima-se que muitas pessoas adquirem o HPV nos primeiros 2-3 anos de vida sexual ativa. Dois terços das pessoas que tiveram contato sexual com um parceiro infectado vão desenvolver uma infecção pelo HPV no período de 3 meses, de acordo com a OMS, um número muito elevado e preocupante. 
Nas mulheres, quando as células anormais infectadas pelo vírus, não são detectadas ou tratadas, podem levar ao pré – câncer ou ao câncer. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer do colo de útero leva vários anos, muito embora, em casos raros, ele possa acontecer em apenas um ano. Esta é a razão pela qual a detecção precoce é tão importante, através de acompanhamento ginecológico.

     Calcula-se que no Brasil e no mundo cerca de 25% da população sem nenhuma doença evidente está infectada pelo HPV. Este número é comprovado para mulheres. Para os homens a estimativa é de que o percentual seja mais elevado, ocorrendo, no entanto, de forma mais assintomática que nas mulheres. Ou seja, os homens parecem ter mais HPV, e agindo como transmissores, mas apresentam menos doenças que as mulheres. Também nos homens as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, causadas pelos subtipos 6 e 11 do vírus. Mas alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer, como os de pênis e de ânus.

Patogênese :

     Os HPVS infectam a pele e mucosas e iniciam o ciclo infeccioso no momento em que penetram as camadas mais profundas do tecido epitelial da cérvice uterina, em especial na junção escamo-colunar ou em regiões com microlesões que podem ocorrer durante o intercurso sexual. Após um período de incubação, que varia de meses a anos, podem surgir manifestações clínicas como lesões vegetantes (verrugas) até o câncer cervical. O reconhecimento de que a infecção por HPV, no trato genital, possa estar associada com lesões pré-cancerosas é relativamente recente. Certas anormalidades planas do epitélio da cérvice uterina, até o momento considerado como lesões neoplásicas intra-epiteliais, apresentavam o mesmo aspecto citológico das lesões verrucosas. Esse aspecto era a presença de células conhecidas como coilócitos Essas alterações caracterizam uma lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau.

     A progressão maligna resulta da integração do HPV e expressão de alguns genes, ocorrendo uma alteração na relação hospedeiro e o vírus. Esse processo se estende do epitélio normal passando por lesões de baixo grau, lesões de alto grau antes de se tornar câncer invasor. Nessa progressão o vírus, anteriormente na forma epissomal (circular), passa para a forma linear, e se incorpora ao DNA da célula epitelial hospedeira. As lesões intra-epiteliais escamosas de alto grau (HSIL) são caracterizadas por anormalidades no crescimento e diferenciação celular que tem sua origem na replicação das células da camada basal que originam o epitélio. Esse fenômeno produz distúrbios morfológicos em todas as camadas do epitélio e apresenta células de tamanho menor daquelas vistas em lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau.

Diagnóstico :

    Devido ao fato de que o HPV geralmente não apresenta nenhum sinal ou sintoma, muitas pessoas provavelmente não tem como saber que são portadores. A maioria das mulheres fica sabendo que tem o HPV por intermédio de um resultado anormal do exame de Papanicolau. O exame de Papanicolau é parte de um exame ginecológico de citologia oncológica, e ajuda na detecção de células anormais no revestimento do colo do útero. Os médicos executam o Papanicolau para detectar e tratar estas células cervicais anormais, antes que elas possam se tornar pré-câncer ou câncer. Existe outro teste que detecta o tipo de HPV pelo DNA, a captura híbrida, coadjuvante  no tratamento e conduta médica.


Prevenção e tratamento :

     Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha ou outro objeto. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no pênis. 
     Atualmente foi criada uma vacina que é capaz de prevenir a infecção pelos dois tipos mais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos mais perigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero. Já se encontra na rede pública, para meninas a partir de 10 anos de idade, em 3 doses que são de extrema importância serem aplicadas nas datas corretas.


     Para reduzir o risco de novas infecções genitais pelo HPV, é preciso evitar qualquer tipo de atividade sexual que envolva contato genital ou limitar o número de parceiros sexuais. Os preservativos podem ajudar a reduzir o risco de aquisição de uma infecção pelo HPV. No entanto, como os preservativos não cobrem todas as áreas da região genital, eles não são capazes de prevenir completamente a infecção. Não existe "cura" para a infecção de HPV, embora na maioria das mulheres ela desapareça por si mesma. O tratamento é direcionado às alterações na pele ou membrana mucosa com lesões, como as verrugas e alterações pré-cancerígenas no cérvix. Em relação às verrugas os tratamentos médicos mais comuns são a aplicação de nitrogênio líquido extremamente frio (crioterapia), a extirpação das mesmas com uma corrente elétrica (cauterização) e também com certos ácidos.


Concluindo, sabe-se da alta prevalência do HPV na população humana e dos riscos de agravamento da infecção, portanto, sempre lembrem-se que a prevenção é o melhor remédio, pois o tratamento é incômodo e apenas de controle do vírus no organismo.



segunda-feira, 5 de maio de 2014

SOMOS TODOS MACACOS?


   Ultimamente a internet tem recebido uma avalanche de opiniões sobre a origem humana, após a ocorrência de uma ato de racismo contra o jogador Daniel Alves, no duelo envolvendo Vilarreal e Barcelona, quando um torcedor atirou uma banana ao campo, e o jogador teve uma atitude que surpreendeu muitas pessoas, recolhendo a banada, descascando, comendo e em seguida realizando seu  chute  em direção ao gol. 
O problema é a confusão que se deu após a indignação popular, sendo que surgiu o bordão "somos todos macacos", e muita gente dizendo que não viemos do macaco, gente dizendo que sim, deturpando totalmente a teoria da origem e evolução dos hominídeos. O pior foi uma "charge" que visualizei atribuindo a Chales Darwin que éramos macacos, e que já sabia-se há muito tempo; pessoas dizendo que se evoluímos e continuam existindo macacos, então não viemos do macaco, porque eles não viraram humanos entre outros absurdos. 


      Não há como negar nossas semelhanças com muitos símios, nossas compatibilidades e sequência gênica. Mas para compreender a evolução dos seres vivos é preciso muito estudo, sendo: antropológico, biomolecular, genético, taxonômico, morfológico, embrionário, paleontológico,  etc, e este é assunto que recebe opiniões de leigos de forma desenfreada. Mas os inúmeros estudos sérios, nos leva a concluir que tivemos um ancestral em comum, ou seja, de um  ramo ancestral surgiram vários grupos que se dividiram, migraram,  evoluíram e se adaptaram conforme as condições encontradas, portanto cada grupo se adaptou, os macacos se adaptaram de uma forma, e os humanos de outra, perfazendo caminhos diferentes, mutações e seleções distintas. Assim como existiu o Tigre Dente-de-Sabre e hoje encontramos uma variedade de tigres, leopardos, linces, leões, dentre outros felinos. Podemos estudar essas variações evolutivas em diversos táxons,  dos vegetais, animais, fungos, etc. Uma maneira bastante interessante é pesquisar a presença do tipo de ovo nos diversos grupos animais, sendo que existem até mamíferos que ainda colocam seus ovos no ambiente como uma ave, vide o exemplo dos animais monotremados; o ovo amniótico, o ovo anamniótico, ou ainda a especialização das aves e sua diversidade, de um pinguim a um beija-flor há muita diversificação não acha?  número de glândulas mamárias no homem, nos símios, e nos outros grupos. Peixes pulmonados, peixes cartilaginosos, peixes com dentição diferenciada, etc. Não faltam evidências de evolução! Falta é estudo!






quarta-feira, 12 de março de 2014

2014: O ANO DA DISPONIBILIZAÇÃO DA VACINA CONTRA O HPV

   Neste ano de 2014, foi disponibilizada pela rede pública, a vacinação contra o HPV, vírus do papiloma humano, que causa desde verrugas genitais até câncer no colo uterino, dependendo do subtipo viral. No momento atual, as meninas de 10 a 13 anos devem procurar um serviço de saúde para receber a dose da vacina, que já havia sido disponibilizada anteriormente pela rede privada. 
Quando a doença se manifesta na pessoa portadora do vírus, homem ou mulher, fato que pode demorar anos, podem surgir lesões em forma de verruga, o condiloma acuminado, que possui outras denominações populares, como por exemplo: crista de galo; sendo que algumas lesões regridem espontaneamente, e outras têm de ser retiradas cirurgicamente. Sabe-se que dificilmente o organismo consegue se livrar definitivamente do vírus, sendo que o sistema imunitário deve auxiliar a driblar a manifestação da doença. O ministério da saúde preconiza a coleta do exame preventivo conhecido como Papanicolau, por todas as mulheres que já tiveram ou mantêm relações sexuais, esse exame, a colpocitologia oncótica cervical, deve ser feito anualmente pelas mulheres, e com um intervalo menor dependendo do caso, afim de pesquisar células modificadas pelos vírus. 
    Apesar de a infecção por HPV ser considerada uma doença sexualmente transmissível, diferentemente de outras DST, nem sempre o preservativo tem total eficácia, visto que as lesões podem se espalhar ao redor da genitália e a transmissão se dá pelo contato pele com pele, mucosa com mucosa, em regiões da vulva, pênis, ânus e períneo e arredores. Porém, o objetivo deste texto vai além de esclarecer o que é HPV, seus sintomas e possíveis tratamentos, em se tratando de uma doença altamente prevalente na população humana, resolvi redigir depois de ter lido algumas polêmicas sobre a vacinação que colocam em questão a utilização da imunização por conta de fatores morais. Acredito que as concepções religiosas jamais deveriam interferir no planejamento de saúde pública, visto que muitos danos já ocorreram em função de opiniões de cunho religioso, desde a recusa de transfusão sanguínea até o abandono de tratamentos contra doenças graves, levando muitas pessoas à morte e complicações. Certas denominações religiosas têm afirmado que o uso da vacina contra o HPV, em meninas na idade preconizada, influenciaria o início precoce da vida sexual, como se fosse um passaporte para a liberdade sexual. Qualquer mãe com pouco ou muito estudo, sabe da existência de outras doenças sexualmente transmissíveis e do risco da gestação precoce, mesmo muitas não conseguindo conversar abertamente sobre o assunto, eu duvido que alguma por mais leiga que seja, garanta para uma filha que depois de receber essa vacina, a menina está livre para a atividade sexual. Ao contrário, além de estarmos vivendo a era da informação, a procura da vacina contribuirá para a busca de informação sobre a doença, ainda ignorada por uma parcela da população, e a cada ano que passa, são outros fatores, sócio-culturais, que aumentam as chances do início da atividade sexual precoce. É importante lembrar que a faixa de idade escolhida para a recepção da vacina, foi escolhida levando-se em conta dados minuciosos, e sabendo-se da importância de se vacinar antes do início da vida sexual, pois, uma vez iniciada, a eficácia da vacina diminui substancialmente. Lembrando que a vacina contra hepatite B, é utilizada nos primeiros dias de vida do recém nascido, e muitas pessoas desconhecem o fato de a hepatite B ser uma doença que dentre suas formas de transmissão, está a forma de transmissão sexual. Portanto, a vacina contra o HPV é mais uma conquista, como essa, e como todas as outras disponíveis. Sobre o início da vida sexual do adolescente, ainda continua fundamental a conversa e a orientação de pais, professores, profissionais de saúde, entre outras pessoas importantes no círculo social da  criança e do adolescente.



domingo, 12 de janeiro de 2014

GRAVIDEZ GEMELAR - POLIEMBRIONIA EM HUMANOS

   A gestação humana normalmente dura 09 meses (37 a 40 semanas) e consiste de um feto, porém, existem ocorrências que aumentam o número de fetos, e ainda que geram fetos unidos. 
Vamos entender as causas:



   Quando temos uma gestação gemelar (ocorrência de dois fetos geralmente) ela pode ser do tipo monozigótica (univetelínica) ou dizigótica (bivitelínica). 
O gêmeos quando univitelinos são os gêmeos idênticos, que possuem os caracteres genéticos iguais, ou seja, o mesmo DNA, podendo ter poucas diferenças morfológicas/anatômicas, diferenças nas impressões digitais, e ainda, pouca diferença na distribuição da pigmentação das retinas. Esse gêmeos univitelinos (idênticos) são oriundos de um óvulo liberado e fecundado por um espermatozoide, porém, nas fases seguintes a fertilização, onde o ovo (zigoto) começa a se dividir, há uma separação dessa massa embrionária em duas partes, geralmente por falta de uma glicoproteína de compactação que deveria manter essa massa inicial de células, a mórula, unida, assim as duas massas embrionárias separadas continuam se desenvolvendo e em condições normais, originarão dois fetos.


GÊMEOS IDÊNTICOS (UNIVITELINOS, MONOZIGÓTICOS OU MONOCORIÔNICOS)


GÊMEOS FRATERNOS (DIZIGÓTICOS, BIVITELÍNICOS OU DICORIÔNICOS)





DIFERENÇA ENTRE UNIVITELINOS E XIFÓPAGOS


   Uma ocorrência grave que pode ocorrer quando essa separação se dá tardiamente, quando já iniciou-se a diferenciação das células, é a produção de gêmeos xifópagos, comumente chamados de siameses, esse termo teve origem por causa de xifópagos que nasceram no Sião (Tailândia) em 1811, ou seja, aqueles gêmeos que nascem unidos por alguma parte do corpo. Podem ser toracópagos, quando unidos pelo tórax, craniópagos quando pela cabeça, raquipágos quando pela coluna vertebral, entre outras formas.

Já os gêmeos bivitelinos ou fraternos, são aqueles que tem seus materiais genéticos diferentes, como irmãos que nascem em épocas diferentes, geralmente tem diferenças visíveis, e inclusive podem ser de sexos diferentes. Isso ocorre quando na ovulação a mulher liberou dois óvulos, e cada um foi fecundado por um espermatozoide, gerando assim, dois embriões diferentes.
Existem muitas ocorrências diferentes, onde um feto não sobrevive e é absorvido ou expulso pelo corpo materno, ou ainda o fetus in fetus, onde um feto acaba ficando instalado e mal desenvolvido dentro do corpo do outro, como um parasita, 
Existem muitas controversas sobre as causas das gestações gemelares, e ainda muitos estudos a surgir, mas alguns dados sugerem que a gestação de gêmeos idênticos tem alguma relação com idade avançada materna e/ou uso de alguns fármacos, como alguns antiinflamatórios. Já as gestações de gêmeos diferentes (fraternos), parece ter  influência hereditária de mulheres que liberam dois óvulos, um de cada tuba, durante o período ovulatório.    

GÊMEOS XIFÓPAGOS OU SIAMESES